“Se não achar um emprego que você goste, crie seu próprio emprego”. Essa máxima parece se encaixar perfeitamente para Victor Skrabe. Ele mesmo afirma que se houvesse alguma empresa na área, provavelmente ele estivesse trabalhando nela. Mas como não existia, ele tratou de criar a BIOSPHERA, empresa que desenvolve animações e softwares de computação gráfica voltados para ciência, principalmente medicina.
Embora no fim da graduação já ganhasse dinheiro desenvolvendo sites e animações, não via neste trabalho uma carreira, apenas um jeito de sobreviver enquanto não entrava na vida acadêmica. Ironicamente, foi quando desistiu de entrar num programa de pós-graduação, desmotivado pelo orientador, que enxergou que realmente aquela poderia ser sua profissão.
Somos criados num ensino onde o aprendemos quase que exclusivamente a reter conhecimento e não gera-lo. Dentro desse conceito o que importa é quanto você sabe sobre um determinado tema. Somos avaliados a partir da informação que conseguimos reter dos livros.
No empreendedorismo o que acontece é um pouco diferente: o conhecimento sozinho não é suficiente, é preciso saber onde aplica-lo. Talvez por isso seja difícil identificar pessoas, até nós mesmo, como empreendedores.
E foi exatamente isso que aconteceu com o Vitor durante sua monografia. Seu trabalho, uma animação da via metabólica glicólise, rendeu muitas discussões entre professores de graduação se poderia ou não ser aceito como um trabalho de Biologia.
Talvez esta tenha sido a primeira, mas não a única vez que Victor esbarrou com a falta de visão mercadológica dos biólogos. Ao tentar, no intuito de trocar experiências, contatar um dos poucos biólogos que desenvolve um trabalho parecido com o seu, porém dentro de uma universidade, não obteve resposta. Provavelmente o medo de trocar informações do seu trabalho antes de patenteá-lo afastou-o de Victor, que poderia ajudar mostrando uma visão do mercado: “Mais importante que desenvolver um produto e patenteá-lo é ver se existe mercado! Que adianta gastar tempo e dinheiro com um produto se não tem quem compre?”.
O altruísmo que demonstrou nesse caso mostra bem sua visão empreendedora: mas importante que reter a informação é compartilhar para se conseguir construir projetos melhores. É claro que todos querem ganhar dinheiro (mesmo não querendo você tem que pagar suas contas), mas podemos fazer isso de um jeito que todos ganhem. Isso é uma visão empreendedora, que muitas vezes falta no mundo acadêmico – quantas vezes, dentro de departamentos, projetos interessantes não foram pra frente por causa da falta de visão e egocentrismo dos professores/pesquisadores?
Em sete anos a BIOSPHERA já desenvolveu sites, animações e modelos 3D para grandes empresas e universidades como Bayer Schering Pharma, Hospital Albert Einstein, USP e UFSCar e atualmente está desenvolvendo softwares para venda direta, como o Célula Virtual 1.0, para auxiliar professores no ensino de citologia.
O diferencial da empresa está justamente no conhecimento que Victor adquiriu na faculdade de Biologia. Geralmente os clientes chegam a BIOSPHERA depois de enfrentarem uma verdadeira via cruci em outras empresas. Muitos desses clientes têm dificuldades em explicar com exatidão o que eles querem. Com um conhecimento mais apurado em fisiologia, por exemplo, Victor consegue entender e direcionar o foco do trabalho.
Opa "Pimpão"..rs.! Ficou 100% melhor agora o visual. Ficou bem legal, parabéns. Tá no favoritos! Pode mandar mais uma sugestão? Cria uma conta no twitter a vai avisando quando tiver novidades no blog ou então alguma notícia relevante no mundo da biologia. Assim vai criando referências entre o blog e o twitter e daqui a pouco um ou outro (senão os dois) estarão bombando! Abraço!
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